acesse







     
 
[ Baixe o Release em PDF ]

Em seu terceiro CD, Claudio Henrique reúne músicos e parceiros, em participações especiais que sinalizam seu amadurecimento como cantor, compositor e produtor A contra-capa de Intruso, o terceiro Cd de Claudio Henrique, já avisa: “Cuidado! Este é um disco de compositor!”.

O trabalho é autoral, sim, e o artista avisa logo de cara, mas isso não significa que ele esteja isolado, fechado a outras visões e participações musicais... Muito pelo contrário! Nas 13 faixas do novo Cd, Claudio Henrique reúne e desfila variadas participações especiais, celebrando assim a sua maturidade musical, seja como artista ou produtor do próprio trabalho. São músicos, co-produtores, co-autores, arranjadores – todos eles intrusos muito bem-vindos.

As parcerias começam nas próprias composições, em que, pela primeira vez em seus 3 Cds, encontramos 4 faixas que são co-autorias: Matilha, com Renato Fagundes –  com quem já fizera Olhos de Menina, no primeiro disco – Chá de Sumiço-Partido de Altos e Baixos, com Marcão Mundo Novo, Cicatriz, com o produtor e músico Alexandre Castilho, e Na Fantasia, com o jornalista Toni Marques – esta última uma faixa fantasma, gravada ao vivo e incluída ao final, colada ao último fonograma do Cd.

Outros destaques do novo trabalho são as participações do produtor musical Kleber França (Seu Jorge, Planet Hemp, Nação Zumbi, Detonautas), do arranjador e produtor Luis Filipe de Lima (Sassaricando, Osvaldo Pereira), que assina as faixas Mixaria, Chá de sumiço e Condomínio, do maestro argentino Pelin Capobianco – o bandoneon no tango-rock Márcia Maria) – e da cantora Cris Dellano, na direção vocal.

No Cd, Claudio passeia por diferentes estilos, como samba, blues, baladas, tango, pop e até uma canção, Vigília, que de alguma forma pode ser vista como algo próximo do romântico-sertanejo – repetindo assim a receita dos seus trabalhos anteriores, CH (2002, Seven Music/Sony) e #2 (2005, Seven Music/Universal). Em todos os gêneros, o artista transita com conforto e criatividade, sempre nos conduzindo a letras inventivas, rimas inesperadas e melodias originais. “É claro que as letras é o que chama a atenção de cara no trabalho do Cláudio, mas pra mim ele é um grande melodista”, avalia o co-produtor e arranjador Luis Felipe de Lima.

As participações especiais não param por aí. Em Labirinto de Creta, o DJ Cleeeston, do grupo do Detonautas e uma das estrelas do RockGol da MTV, foi chamado para ilustrar a citação que a letra da canção faz ao cantor e compositor Lenine, gravando um scratch de “Já que sou brasileiro”. EmErro 404 – A busca, Claudio fez questão de registrar a sonoridade da dupla que o acompanhou nos shows do CD anterior, em 2006 e 2007, reunindo o violonistaBernardo Bosísio (Virgínia Rodrigues) e o percussionista e cantor Joca Perpignan, que se somaram ao violão do artista. Bernardo ainda faz duo com o violão de CH em Catorze Cores, uma das duas faixas em que ouvimos a gaita de Cláudio. A outra é Latitudes, canção, aliás, onde o artista toca gaita, violão e viola caipira.

No set de sambas, dirigido por Luis Filipe de Lima, o grupo formado reúne bambas do naipe de Alceu Maia (cavaquinho e banjo), Beto Cazes (percussão), Eduardo Neves (flauta e sax soprano), Jorge Helder (baixo) e Itamar Assiere (piano). Mas a banda que foi a espinha dorsal da gravação de Intruso, interpretando 8 das 13 canções, e que acompanhará o artista nos shows, é formada por André Agrizzi no baixo, Nilo Nunes (Uns e Outros) na guitarra e no violão de aço, Fabrizio Iorio (ex-Som da Rua) nos teclados e no piano, e Mac William (Adriana Calcanhoto, Ana Carolina) na bateria e percussão.

Claudio Henrique foi cantor e compositor do Compartimento Surpresa, grupo que se apresentava no Rio na cena BRock dos anos 80. Deste período, há um CD single produzido e remasterizado a partir de uma fita de rolo, com a canção Dois. Terminado o grupo, Cláudio passou a fazer shows solo e esporádicos, mas continuou compondo, até lançar, em 2002, seu primeiro Cd, passando a se apresentar com bandas formadas especialmente pra cada disco. O artista tem ainda duas parcerias com Luis Carlinhos (ex-Dread Lion) gravadas no disco Rapa da Panela.

Intruso é uma produção independente que está sendo distribuído para lojas das principais capitais brasileiras. O disco ainda pode ser adquirido pela Internet, pois Cláudio mantém duas páginas: o www.myspace/claudiohenriquemusic e o site www.claudiohenrique.com.br, em que o visitante tem à disposição download de todas as faixas de seus 3 Cds e ainda conteúdo exclusivo, como gravações das músicas em voz e violão e canções inéditas. Intruso

(2008)

Produção Independente
Preço sugerido para consumidor final: de R$ 10,00 a R$ 25,00


Intruso – fina flor do capricho
por Marcos Tardin

O nome dele é Djones, mas pode chamar de Claudio Henrique. Sujeito que sempre quis do seu jeito ser feliz. E é. Chega a ser contagioso. Se Intruso fosse vírus, seria o da carioquice manemolente sangue-bom à vera. Fina flor do capricho. Hipnose de versatilidade. Um abraço de vida.

Que vem desde os tempos da faculdade de Jornalismo, no comando da banda Compartimento Surpresa. Para encurtar a história e ir direto ao que interessa, este é seu terceiro CD. Sempre solo, sempre independente. Coragem pouca é bobagem.

Somos de uma geração que não leva nada muito a sério e adora rir de si mesmo. Talvez por isso, também desdenha das barreiras e menospreza preconceitos. Intruso é dedicado “aos que riem de regras e padrões. E mastigam clichês, fazendo bolas cor-de-rosa das obviedades”, “aos românticos, que seguem regando amores não correspondidos”.

Djones faz bolas cor-de-rosa, mas não é chiclete; é romântico sem ser meloso. Sua música não é do tipo que gruda no ouvido de primeira. Tá mais pra caldo de mocotó, pinga da boa, tamborete em boteco de prima, arrumadinho com caipira de lima, beijo de amigo, prazeres que afinam quando você baixa o vidro, escancara o sorriso, fecha os olhos e sente a brisa. Quanto mais, melhor fica.

Vai uma dica: deixa este Intruso entrar no seu carro, liga o som e saia dirigindo, de preferência pelo Rio. Matilha (parceria com Renato Fagundes) é Botafogo, balada família. Me conta como foi seu dia/ Alegria ou tristeza?/ A rotina é miudeza que te sirvo no jantar.

Intruso, que dá título ao CD, pra mim, é Leme. Sou aquele intruso nos seus olhos/ Que você insiste em não prender. A linda e singela Catorze cores, “música de acampamento”, fino do violão, tem a cara do Posto 9. Labirinto de Creta é funk com forte pegada no baixo. Conta a história de Júlio, possivelmente um tijucano: O seu segredo é não ter medo de ser sempre um arremedo de viver. O faroeste de Rodada Geral é totalmente Copacabana.

O samba, claro, tá ali marcado. Mixaria tem muito de Chico Buarque, e do Estácio. A cachaça não me atrasa/ Me apressa pro final... Ou: Aprenda que pra cego/ Não existe contramão. Tem também Chá de Sumiço, partido de altos e baixos (parceira com Marcão Mundo Novo), que avisa: Parei com isso! Parei com isso!/ E foi por isso/ Que eu dei esse sumiço. E olha que tirada sensacional para uma noitada na Lapa: Eu quero virar esse disco/ E montar o meu circo/ No seu precipício.

Condomínio tem pinta de bolero na Barra da Tijuca. Composição post mortem de um suicida. Nonsense bem-humorado. O aroma de Andaluzia em Erro 404 – A busca embala com perfeição os versos deliciosos: Procuro uma moça nem muito bonita/ Nem tanto feia/ Mas procuro a perfeita/ Equilíbrio entre charme e estranheza/ Moça que mesmo de longe comigo se deita/ E me faz sentir que estou em casa. Logo depois: Procuro em você um perfume que grita/ A curva infinita/ Mas procuro em você a derradeira/ Equilíbrio entre a Farme e Madureira/ Moça que ama bem antes, durante e depois/ E me faz sentir o bom de ser dois.

Vigília é valsa, Márcia Maria é tango-rock gostoso, sabor Nhoque com açaí/ E Lasagna de abacaxi. Latitude é melodia para um entardecer na Delfim Moreira e, (quase) encerrando este Intruso, vem o blues de Cicatriz.

Djones assina todas as letras e músicas e cercou-se de músicos excepcionais, a começar por André Agrizzi, além de participações certeiras, a exemplo dos violões de Luís Filipe de Lima e Bernardo Bosísio; ou do bandoneon de Pelin Capobianco em Márcia Maria. A produção de Kleber França também merece destaque.

Enfim, Intruso é pra lá de bem-vindo. Deixa chegar aos poucos para ver o espaço que ele ocupa. Possivelmente, um vazio que você nem sabia que tinha.

[ Baixe o Release em PDF ]
 
   
© Claudio Henrique - todos os direitos LIBERADOS desenvolvido por Fabrica de Design